quarta-feira, 13 de setembro de 2017

INEXIGIBILIDADE, DISPENSA E RECONHECIMENTO DE DÍVIDAS:PROBLEMAS SÉRIOS COM LICITAÇÃO

A regra é licitar. As exceções à regra são a inexigibilidade, a dispensa e até o reconhecimento de dívidas. Diante das exceções duas situações ocorrem diariamente nas administrações: 

Primeiro: interpretação errada do texto legal, inexigindo, dispensando e reconhecendo dívidas quando na verdade o correto era licitação.

Segundo: operacionalização errada, processamento defeituoso do ato de inexigibilidade, dispensa e reconhecimento.

O primeiro e maior trabalho do gestor é identificar se aquele caso se adéqua às situações de inexigibilidade, dispensa e reconhecimento. O segundo é processar de forma correta, obtendo as informações necessárias, anexando os documentos exigidos na lei e promovendo, no caso do reconhecimento, a perfeita apuração das responsabilidades frente ao caso concreto.

Por este motivo, a CUSTOM TREINAMENTOS lançou o curso "Inexigibilidade, dispensa e reconhecimento de dívidas", aberto para clientes e não clientes, no próximo dia 10 de outubro, na sede da empresa em Resende.

Informações e inscrições podem ser feitas nos seguintes telefones: (24) 3354-1976 e whatsapp (24) 98493-4807

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

É FEIO SER AMBICIOSO?

Pelo que me lembro sempre ouvi críticas às pessoas ambiciosas. Nossa educação é no sentido de que o ambicioso é alguém de olho grande, que quer ficar rico, quer ser poderoso, quer a glória e a fama. E o sujeito que não é ambicioso é aquele que se conforma com qualquer coisa, o que vier tá bom. Meio "deixa a vida me levar". Ou tem um meio termo, aquele que corre atrás, mas sem se esforçar muito. Acho que é o tipo "eu nasci assim, eu cresci assim", a chamada síndrome de Gabriela.

Ser ambicioso, penso eu, não é pisar no pescoço da própria mãe para alcançar seus objetivos. Mas é se esforçar, estudar, aproveitar o seu tempo e fazer de tudo para "vencer na vida". Ambição e desonestidade não precisam rimar. 

Os manuais modernos de sobrevivência profissional falam em reinventar-se diariamente. Isso se você quer se manter no mercado. Já é uma ambição, permanecer no mercado e enfrentar a forte concorrência, a idade, o desgaste físico e mental e até a saturação econômica. A reinvenção deve ser em todos os aspectos, do amor à esposa e aos filhos à empregabilidade e produtividade. Há 40 anos o perfil do profissional de sucesso exigia conhecimento de datilografia. O profissional que dominava o mercado sabia "bater máquina muito bem". Entende o que falo por reinvenção? Esse é um exemplo pouco sutil, mas no dia a dia, as máquinas vão entrando em desuso, bem como as coisas que você sabia fazer e que hoje são inúteis.

Você precisa perceber isso, avaliar suas atividades e tentar reaprender de forma melhor. Ter um plano B em sua carreira também é fundamental, planejar uma fase de dificuldades idem. Mas voltemos à ambição. Os dicionários a definem como "anseio veemente de alcançar um objetivo, de obter sucesso; aspiração, pretensão." Nesse conceito pelo menos não vejo nada negativo. Mas há dicionários que definem ambição como "forte desejo de poder e riqueza", também não vejo como negativo o sujeito pretender ser rico. Se isso fosse ruim, ninguém deveria jogar na Megasena, principalmente se o prêmio for acumulado.

Que desejo você tem ao jogar na Megasena? Enorme desejo de ficar rico! Isso é socialmente reprovável? Se jogar na Megasena é vontade de ficar rico e se ambição também é desejo de ficar rico, ambição não é negativo, nem reprovável.

Minha infância foi embalada por uma música que retrata bem o sentimento, pelo menos do brasileiro, de que feliz com pouco, é o suficiente. Lembram do sucesso "Casinha branca", do Peninha? Pois é, muita gente sonhava em "ter uma casinha branca de varanda". Na música o personagem está vendo seus sonhos indo embora, anda desiludido com a vida, então se contenta com a casinha de varanda. Isso é o que ele ambiciona, nada mais.

O brasileiro parece que tem vergonha de dizer que quer uma mansão, um carro top de linha, dinheiro no bolso, a possibilidade de fazer viagens, enfim, tem vergonha de dizer que sonha em ser rico. Mas é um dos povos que mais apostam segundo pesquisa da revista The Economist. 

Nós estamos em 15º lugar dentre os países que mais jogam. Isso por que os jogos são proibidos, portanto, levam em consideração apenas as loterias formais. E aquelas informais? O EUA aparecem em primeiro lugar, onde os jogos são legalizados e todos os valores contabilizados. 

Se somos um dos países que mais apostam em loterias, somos os mais ambiciosos, apesar de dizermos que não e nos contentarmos com a casinha branca de varanda. Para ser rico, ter poder, necessariamente não é preciso ser desonesto, agir fora dos padrões determinados na lei. Incorreto é dizer que todo rico é desonesto e pecador. É levar ao pé da letra o ensinamento bíblico de que "é mais fácil passar o camelo pelo fundo de uma agulha do que entrar o rico no Reino de Deus."

Não é feio ser ambicioso. Feio é dizer que se contenta com pouco e agir dessa forma, nada fazendo para atualizar-se, melhorar as condições de atendimento da sua loja, investir no pessoal de sua empresa, melhorar o seu perfil profissional, buscar as novas tecnologias e deixar o tempo se incumbir do seu futuro, que certamente pertence a Deus, mas você deve ser autor de sua vida.


segunda-feira, 4 de setembro de 2017

QUAL PAÍS SURGIRÁ NA ERA PÓS LAVA JATO?

O Brasil vive um momento diferente em sua história. Saído da ditadura militar, o país elegeu e cassou seu primeiro presidente da República eleito pelo voto popular. Sofria à época uma crise de hiperinflação, que foi domada passando a integrar o rol dos países com equilíbrio financeiro. Viveu sob a gestão de um partido dito de esquerda, que elegeu e fez sucessor, cassada também por decisão do Congresso Nacional. E 24 anos depois da posse de Itamar, o vice de Collor, o comando maior na nação volta às mãos de um vice-presidente.

A crise econômica de outrora foi substituída por grave crise institucional, aumento da violência, do desemprego e da crise moral no meio político.

Varrido por uma operação policial que agora já é tema até de um filme e quase uma dúzia de livros, o mundo político está acometido por uma grave enfermidade: o total descrédito popular. Onde você estiver a pergunta que mais ouvirá, quando se fala sobre política, é o título desse texto: QUE BRASIL TEREMOS APÓS OS EFEITOS DA OPERAÇÃO LAVA JATO?

Em 2016, já sob efeito da operação, que virou instituição nacional, o país elegeu seus novos prefeitos e vereadores e o número de prefeitos reeleitos caiu, se comparado com os anos anteriores (2016 - 47%). O histórico anterior é o seguinte: 2000 - 58%; 2004 - 58%; 2008 - 66%; 2012 - 55%.

Caiu de 2012 para 2016 um percentual correspondente a 8%. Se comparado com a queda anterior, de 2008 para 2012, não foi tão expressiva, já que no período anterior a queda foi de 11%. Diante disso, não se pode dizer que a chamada operação Lava Jato tenha influído decisivamente para que a reeleição de prefeitos caísse muito acentuadamente.

Numa pesquisa recente realizada pelo Datafolha (junho 2017), as Forças Armadas têm 83% de confiança da população e 15% não confiam, a presidência da República tem a confiança de 34% da população, enquanto 65% não confiam, o Congresso Nacional tem a confiança de 34% dos brasileiros pesquisados, enquanto 65% não confiam no parlamento, os partidos políticos só recebem a confiança de 30% dos brasileiros e 69% não confiam nos partidos (para efeito de cálculo juntamos as subdivisões da pesquisa do percentual de pesquisados que confiam pouco e confiam muito, que se tornaram confiam).

E o futuro, o que reserva à política?

Em 2018 teremos eleições para presidente, vice-presidente (é bom frisar isso!), deputados, senadores, deputados estaduais e governadores e vice-governadores. As regras podem mudar, especialmente sobre o financiamento público e a doação de empresas (que não foi possível em 2016). Também não se definiu se o modelo de eleição proporcional será objeto de mudança. Pelo que visualizamos hoje, início de setembro, o modelo não sofrerá grandes alterações.


A tendência, que verificamos hoje, é de um aumento substancial do voto nulo e em branco e a diminuição das reeleições no Congresso e nos governos estaduais. Essa é a voz ouvida nas redes sociais. 

É bom dizer, desde já,  que qualquer que seja o número de votos nulos, na atual legislação, ele não anula o pleito (como temos ouvido aí ultimamente).

Importante lembrar que o processo eleitoral, nos últimos anos, ganhou musculatura com a introdução da compra de votos (artigo 41-A), prevendo a perda imediata do mandato eleitoral (introduzido em 1999), a segunda grande mudança na legislação eleitoral foi a conhecida lei da ficha limpa (2010) e no último pleito a mudança ficou por conta da vedação à doação de empresas. O país, nos últimos pleitos, mudou a forma de votar, temos um sistema eletrônico, considerado modelar, por sua segurança e rapidez.

Há muito o país anseia por mudanças mais drásticas no processo eleitoral e a Lava Jato deve influir decididamente nessas mudanças, ampliando os aspectos da lei da ficha limpa e mudando o próprio processo eleitoral (lei dos partidos políticos e das eleições).

Mas qualquer que seja a mudança na legislação eleitoral, sem o envolvimento popular, mudando seus escolhidos, qualquer reforma não redundará em resultados proveitosos ao futuro político do país. A lei não influirá nos votos, nem no afastamento dos caciques políticos. A mudança precisa ser na educação, nas campanhas publicitárias, nas organizações sociais e na fila do banco ou da padaria. Precisamos falar de política. Odiar os políticos não resolverá nossas questões.

Os políticos deverão adotar uma mudança drástica nos discursos, devem encarar o eleitor muito mais preparados, especialmente para conter a revolta da população contra os políticos (geral). 

Esperamos e torcemos para que o eleitor vote diferente em 2018 e o cenário seja melhor com o novo pleito.

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

PALESTRA REALIZADA EM CRICIÚMA/SANTA CATARINA NO EVENTO BETHACON17

O advogado José Souto Tostes realizou hoje a palestra "Eu feliz, empresa melhor" no evento BETHACON17, na cidade de Criciúma, em Santa Catarina. O BETHACON é o maior evento realizada para o Poder Público por uma empresa privada, a BETHA SISTEMAS, que tem sede naquela cidade catarinense.

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

NÃO HÁ CRESCIMENTO ENQUANTO O "NÓS" FOR MENOR QUE O "EU"



A lição vem da biografia do lendário coach de basquete americano Phil Jackson (foto). Ele conta que aprendeu várias lições na escola Holzman de administração. Quando fala em escola Holzman ele está falando do técnico Red Holzman, que dirigia o time do Knicks, de Nova York. Basicamente as lições deixadas por Holzman a Phil eram as seguintes:

Lição um: Não deixe que a raiva anuvie a sua mente. 

Não são poucas as vezes que até profissionais gabaritados se deixam desviar por raivas momentâneas, ações que ao longo do tempo percebemos tratar-se de coisas passageiras, que por si só se resolverão, em alguns casos até sem nossa intervenção direta. E quanto tempo perdemos com isso!

Eu vejo minhas filhas, que se aborrecem com amigas por causa até de um olhar meio torto. Uma bobagem para nós que somos mais experientes. Grandes profissionais, mais experientes, também observam nossa raiva com os mesmos olhos, pois sabem que são meros atropelos, não significarão nada ao longo prazo.

Se deixarmos o tempo resolver o problema, teremos um dia muito mais produtivo. Tem até aquela música do Titãs: "eu quero saber, do que pode dar certo, não tenho tempo a perder...". 

Nosso tempo, nossa tranquilidade não pode ser perturbada por qualquer coisa.

Lição dois: A atenção é tudo.

Fala-se muito em foco, na carreira, na vida, nos estudos, nos projetos, mas a expressão foco pode ser usada também para o que estamos fazendo agora. Phil traz esse ensinamento, que podemos roubar do basquete para nossas atividades profissionais.

Se estou escrevendo esse texto minha atenção tem que estar toda aqui. Assisti há poucos meses, numa feira literária, um palestrante dizendo que ele não leva o telefone celular para o local de trabalho. Ele conta que sempre faz palestras longe da família e que no momento de suas apresentações as atenções devem estar todas ali. No seu raciocínio, de longe ele não pode fazer nada, caso algum filho ou parente venha a sofrer um acidente, por exemplo. O que adiantaria ele ser o primeiro a saber, via Whatsapp, e não ter nada a fazer? Se alguém tiver que socorrê-los, que seja alguém de perto, nunca ele à distância.

Por mais frio que seja esse pensamento, é real. E quantas noites de sono já perdemos na agonia de notícias? Se o telefone toca de madrugada logo pensamos em coisas ruins, nunca em notícias positivas. Mas pode ser um engano, alguém pode ter ligado errado. Não sei o nome desse fenômeno, mas a nossa mente sempre pensa que é algo catastrófico. 

E essa tensão é uma forma de desviar nossa atenção. Foco, atenção, é tudo que precisamos para produzir com qualidade.

Lição três: O poder do Nós é maior que o poder do Eu.

Você pode até me dizer que já ouviu isso de várias formas, que não é nenhuma novidade. Você pode até brincar com aquela propaganda antiga de uma marca de açúcar: "a União faz a força". Mas seja sincero, tem sido essa a nossa prática?

As redes sociais já dizem que não. A prática é mais ou menos assim: "eu ganhei, nós empatamos e vocês perderam". Ou você discorda?

Leia a biografia de qualquer empreendedor de sucesso e você vai verificar que eles narram suas vitórias com a união. O trabalho em grupo, em qualquer empreendimento, seja uma campanha eleitoral, seja uma família, seja uma equipe de basquete, seja um time de futebol, faz toda a diferença.

Una-se e compartilhe com seus filhos, sua esposa, seus pais, para a solução dos problemas e eles serão resolvidos muitos mais facilmente. 

Phil Jackson sita uma passagem no "Segundo livro da floresta", de Rudyard Kipling, que termina com a seguinte frase:"Porque a força da matilha está no Lobo e a força do Lobo é a Matilha".

Me dê as suas mãos e vamos, juntos, sair dessa situação, sozinho sua chance de erro é imensamente maior.

(referências do livro Cestas Sagradas - Phil Jackson e Hugh Delehanty - Rocco)

JOSÉ SOUTO TOSTES NA BETHACON17

O advogado e palestrante José Souto Tostes será um dos palestrantes da BETHACON17, convenção anual da empresa BETHA SISTEMAS, que acontecerá na cidade de Criciúma/SC entre os dias 30 e 31 de agosto de 2017, na Associação Comercial de Criciúma. A palestra "Eu feliz, empresa melhor" será apresentada no dia 31 de agosto às 17 horas e 10 minutos, no auditório A2.

A empresa BETHA é hoje a maior desenvolvedora de softwares públicos do Brasil e consta entre as maiores empresas de tecnologia do país. O evento conta com a participação dos clientes da própria Betha e de revendas dela, que estão em todo o país.

O evento terá a presença de renomados palestrantes brasileiros, como o professor Clóvis de Barros, que tratará do tema "A vida que vale a pena ser vivida", além de diretores da própria empresa e outros participantes especialistas no tema gestão pública.

terça-feira, 22 de agosto de 2017

PREFEITURAS PODEM AUMENTAR A ARRECADAÇÃO E MELHORAR OS ÍNDICES DA EXECUÇÃO FISCAL: TREINAMENTO EM CAMPINAS






Dias 4 e 5 de outubro estaremos com o COTEF promovendo o treinamento "Como Aumentar a Arrecadação Municipal e Promover a Execução Fiscal com Eficiência", no hotel Mercure, na cidade de CAMPINAS/SP.

Informações e contatos podem ser obtidas diretamente no COTEF - www.cotef.com.br

Ou nos telefones
(21)2440 7856
(21)99617 1878 - whatsapp
(21)99617 1878
E-mail:
cotef@cotef.com.br